terça-feira, 20 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Agradecimento
Atualizei o aplicativo do blogger e tá tão lindo que deu até vontade de escrever.
Na verdade, estava pensando em passar por aqui pra deixar um agradecimento.
Eu posso ser bem complicada às vezes. Já falei aqui que sou dramática, normalmente um pouco mais durante a TPM; estou trabalhando nisso, e até acho que já melhorei bastante, mas a verdade é que minha tendência é exagerar nas emoções.
Tenho alguns outros defeitos... Sou bem carente, ciumenta, meio chata e paranoica.
Por isso, se você que está lendo é meu amigo/a e conseguiu me imaginar em uma situação dessas aí de cima e mesmo assim continua meu amigo, esse post é pra você.
Obrigada. Obrigada por aguentar minhas crises, meus ataques de ciúmes, minha loucura. Obrigada por ser leal e por me desculpar quando piso na bola. Eu sei que nem sempre é fácil ser meu amigo.
Eu tenho qualidades, claramente reconhecíveis... Haha... E isso ajuda, obviamente; mas é quando as coisas estão ruins é que se descobre quem realmente importa guardar. A vida é esse melhorar a cada dia, cada momento e estamos juntos nessa. Só achei importante falar mais uma vez.
Obrigada, sempre obrigada.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
No que eu creio
Foi lindo (Parte II)
Esse final de semana, por exemplo, foi mágico, lindo e maravilhoso. Começou sexta-feira com uma promoção ganha, dois ingressos na mão e o Terminal Barra Funda. Da dificuldade de achar a ~perua~ certa, ao bêbado e à classe C enfurecida, conseguimos chegar lindos e maravilhosos ao show do Del Rey.
Sério, uma das melhores decisões da minha vida foi ter ido. Banda fantástica, músicas pra rir e chorar, as dancinhas apaixonantes do China, solos de guitarra espetaculares. E depois muita conversa, uma bronca bem dada às 03 da manhã e um brownie delícia pra fechar a noite.
Sábado normalzinho... Domingo espetacular.
Se alguém há alguns anos tivesse saído do futuro e fosse me contar que um dia eu iria ao show da Lady Gaga eu ia rir, e muito. Porque né, show caro e eu nem sou little monster né?! Mais uma aventura pra minha lista; tomar ônibus lotado de domingo num calor de 36 graus não é moleza, mas a gente sobreviveu e se divertiu horrores com a classe C (sempre ela) indo pro Morumbi, tomar um pouquinho de chuva na cabeça... e depois de aguentar uma banda chatíssima, enfim o tão esperado show.
Me surpreendi com a Gaga. Cantando ao vivo com a banda, num cenário incrível e numa rapidez pra trocar de roupa que daria inveja a qualquer modelo. Não conhecia muitas músicas, mas ela tocou minhas (e de todo mundo) preferidas como Bad Romance e claro, You and I. Além dela ser uma super fofa com os fãs (apesar de terem jogado algo no rosto dela), e sempre dizendo como amou o Brasil e o quanto foi importante essa turnê.
Boa companhia, boas risadas e bom show. Nada melhor nesse mundo.
Aventuras à parte, cheguei em casa sã e salva e sim, faria tudo de novo porque valeu muito a pena.
Se arriscar a fazer algo novo de vez em quando faz bem, e muito!
Enfim, mais uma vez, foi lindo.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Só queria dizer...
Mas não vou reclamar hoje, nem falar das coisas ruins que andam acontecendo.
Hoje eu quero falar sobre outra coisa: inveja. Não vou fazer copia e cola naquelas frases de facebook, nem vou lamentar o quanto sou invejada (risos).
O que eu quero dizer é que se tem uma coisa difícil é encontrar gente realmente do bem nesse mundo. Porque eu não sei você, mas eu sempre tive um grande problema pra confiar nas pessoas.
Quando se é criança existem aqueles que aparecem só na hora que convém, quando seu brinquedo é mais bonito, seu lanche é melhor... Enfim, ao longo da vida esse processo se repete, e o que encontramos, principalmente nos dias de hoje, são pessoas dispostas a tudo; ser amigo é conveniência, ou um trunfo que pode ser usado no momento certo, e com a mesma facilidade que se constroem "amizades", elas são facilmente quebradas quando não há mais interesse.
Mas, no meio de tudo isso existe um certo tipo de gente mais difícil de achar. Aquela pessoa que vai ficar realmente feliz quando algo de bom acontece com você. Tem gente que mesmo sendo seu amigo pode até não demonstrar, mas beeem lá no fundo vai ter uma pontadinha de inveja. Esse sentimento é ruim porque faz você deixar de viver sua vida pra querer outra que não é sua. Porque por mais que se esforce, as coisas dos outros serão sempre deles e mesmo que consiga, não vai ser o mesmo.
Por isso, acho importante deixar registrado quando a gente encontra pessoas assim. E eu me considero uma pessoa de sorte, porque eu sei que tem gente boa de verdade torcendo por mim; gente que me ajuda quando eu preciso, dá bronca quando necessário, mas que mais importante, vai estar lá comigo no dia que coisas boas acontecerem também e que vai realmente estar feliz comigo, gente com quem eu posso aprender a ser melhor e que me ajuda nessa árdua tarefa que é viver.
=D
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
I Wanna Hold Your Hand
Hoje vou escrever pra você.
Você que até sabe que eu existo, mas que talvez não saiba que existe pra mim de uma forma tão bonita e ao mesmo tempo tão triste.
Porque te ver é bom, é lindo... Mas também é agoniante, o tempo passa muito rápido e quando se vê já acabou.
Eu tenho medo de dar um passo em falso e dar tudo errado... Dessa vez eu preciso fazer certo; por isso to esperando... Esperando porque sei que tudo tem sua hora certa de acontecer.
Enquanto isso todas as músicas são pra você, todas as citações e versos também são seus, meus, nossos...
Mas o que eu queria mesmo era segurar sua mão e dizer que vai ficar tudo bem, e mesmo se demorar eu vou estar do seu lado, independente de qual for o resultado. Porque pra mim esse gesto de estar com as mãos entrelaçadas significa confiança, carinho e segurança, porque não se segura a mão de qualquer pessoa; eu pelo menos não.
E em cada momento perto de você a vontade aumenta... Um gesto tão pequeno, mas tão significativo.
Quero segurar sua mão.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
O primeiro a gente nunca esquece
Ele era bonitinho, engraçado e bom amigo.
Ele me amava.
Tínhamos seis anos, e o Acácio era apaixonado por mim. Passava todos os dias na minha casa e chamava por mim às 7h00 da manhã pra gente ir junto pra escola.
Eu odiava. Queria morrer quando ouvia ele chamar, mas a mãe achava lindo isso e lá íamos eu, ele, minha mãe e a vó dele para a escola; o caminho era curto, e assim que passávamos do portão eu dava um jeito de fugir dele. Sério, eu fugia dele.
Na sala de aula ele fazia questão de sentar perto, ficar puxando assunto (como se crianças de seis anos tivessem muito pra conversar... Haha).
Eu era nerdzinha; entrei na escola sabendo ler e fui a primeira a escrever meu nome sozinha. Ele era leeento... não conseguia fazer as lições, ficava nervoso e chorava, como chorava aquele garoto; eu achava ele fraco e tinha vergonha de andar com ele. Vergonha de ser vista com o menino chato que chorava sempre que não conseguia fazer um desenho.
Crianças são crueis; e isso é conprovado por qualquer um que estiver disposto a passar meia horinha que seja em uma escola.
E logo eu, entre todas as pessoas tratava ele daquele jeito. Perdi, talvez, a oportunidade de conhecê-lo melhor e de ter uma amizade que talvez tivesse durado. Ainda esbarro com muita gente daquela época e se tivesse a oportunidade de encontrá-lo novamente pediria desculpas por ter sido tão má com ele. Porque dói ser rejeitado, não importa a idade ou o momento da vida.
Não lembro mais o nome completo dele, nem sei se ele lembra de mim... Mas espero que a vida dele tenha sido boa e que ele tenha encontrado meninas menos chatas pra se apaixonar.
Quem sabe eu perdi o meu amor na pré-escola.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Eu não preciso de mais nada.
Se você vier, nada do que acontecer vai superar esse encontro; se você não vier, tudo o mais não importa, torna-se inútil e obsoleto.
Por quê, meu Deus, às quatro da manhã eu estou aqui pensando nele? Tá certo que não tá fácil dormir com o calor excruciante, e essa quase chuva que seria o alívio não vem... dá sinais de que está por perto. Mas perto não é suficiente.
É a chuva que não vem, é ele que não liga...
Será que vocês não sabem que essa angústia da espera é tão terrível quanto a falta que fazem? A terra espera pela água, eu espero por você.
Nos breves momentos de encontro, a alegria é tão grande que chega a doer; como a música diz "assim como veio acabou"... e o que vem depois é só dor, ansiedade e vontade de estender esses pequenos momentos pra sempre, ficar revivendo-os todos os dias até o grande dia, o grande momento do encontro... das duas frases mais triviais possíveis trocadas... do abraço sem jeito....
Enquanto escrevo, lá fora a chuva chegou.
Cadê você?
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Foi lindo
Mais uma semana. Ou menos uma semana.
A vida tem dessas pegadinhas... pequenos truques que aparecem vez ou outra pelo caminho. Esse final de semana teve um desses momentos.
Eu tenho medo. Medo de parecer idiota, de fazer papel de ridícula, medo de ser mal interpretada, medo de ser a burra da vez. Por esse motivo já deixei de fazer o que eu queria, já tive vergonha de querer o que eu queria... perdi boa parte da minha vida me escondendo.
Não vou dizer que nossa, como mudei, mas dei uma melhorada... afinal amadurecer requer coragem, e não é pouca.
Ontem foi um desses momentos em que eu me permiti. A música é antiga, mas vale a menção, afinal "vamos viver tudo o que há pra viver", é uma frase que pode ser entendida de muitas maneiras, mas pra mim ela simplesmente significa agir apesar de estar insegura em relação ao que vestir, ao que falar, ao que fazer. "Mas e se eu não servir mesmo pra isso? E se eu for uma péssima companhia? E se eu fizer alguma coisa estúpida? E se minha roupa for ruim, fora de moda, antiquada?" Todas essas perguntas me atormentaram, mas eu fui. Eu fui, e foi uma das melhores noites da minha vida. Estar com pessoas que nos amam, amigos de verdade, faz toda a diferença nessas horas. O tanto de barreiras que eu mesma coloco e que venci em apenas um dia são imensas.
E só o que eu tenho a dizer é (sorry ser repetitiva e chata) obrigada aos envolvidos. Amei a banda, amei o show, amei as risadas, os assuntos idiotas, o brownie. Coisas pequenas que não podem passar despercebidas, pelo simples fato de que são as melhores.
Os questionamentos continuam aqui. Os medos e a insegurança também. Um dia por vez, um passo por vez.
Foi lindo.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Taquicardia, suor, lágrimas.
Amor?
Não. Uma barata.
Será possível?! Em cinco minutos que eu saí do quarto ela se materializou aqui.
Eu não tenho medo, tenho pânico. Trauma de infância; um entre muitos, diga-se de passagem. Eu choro, tremo, hiperventilo. To morrendo.
-- Mãe, acorda!! Tem uma barata no meu quarto. A mãe levanta, vem até aqui e a barata, cadê? Entrou embaixo do guarda-roupas. OMG.
-- Dorme, minha filha. A barata vai ficar no canto dela... Ela não vai voar em cima de você.
A barata eu não sei. Só sei que eu tenho algumas horas antes dormir, provavelmente vencida pelo cansaço.
Boa noite, y'all.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Easy like a sunday morning
Eu pensei em tanta coisa que eu queria dizer que fiquei meia hora decidindo o primeiro parágrafo.
Mas o que eu quero mesmo dizer é que amar tem q ser fácil e natural; não adianta forçar, mas pra que complicar?
E não estou aqui mais uma vez pra falar de estar apaixonada e tals... pq me enchi disso. Aliás um bom primeiro parágrafo seria esse. Cansei de você, meu querido. Mas não é e nem vou trocar tbm.
Voltando ao assunto principal, se é que existe e se esse post tem algum sentido, queria dizer que se tem algo na vida que a gente sabe fazer é complicar as coisas. Eu mesma tenho o grande dom de transformar tudo em caso de vida ou morte; o drama mora em mim.
Mas o que eu queria dizer mesmo é: não deixem pra dizer 'eu te amo' quando for conveniente; não deixa pra amanhã. Porque vai saber se o avião vai cair, o carro bater, o coração parar... e aí? Eu não quero que ninguém que eu amo passe pela minha vida e não saiba o quanto é importante pra mim. Não são muuuitas pessoas, então eu acho que é possível.
Vamos descomplicar. Eu decidi fazer isso. Gastar menos tempo cobrando e mais tempo amando. É clichê, mas é um exercício válido.
Cultivar relacionamentos não é uma tarefa fácil e às vezes dá uma preguiça... dá preguiça de sair de casa num dia chuvoso pra visitar aquela amiga que tá sozinha... aquela outra que esteve um pouco distante... dá vontade de ficar em casa debaixo do edredon assistindo filme; mas e se não houver outra oportunidade? E se amanhã eu for morar em outra cidade, estado, país? E se...
Será que vale a pena ficar chateada por coisas tão pequenas? Decidi dizer não a esse e a tantos outros "será?"
Hoje foi um dia bem difícil e receber um "eu também te amo" de um amigo querido é mais do que o necessário pra saber que vale a pena. Sim, tudo vale a pena.
Por isso continuo dizendo: Eu te amo também. Muito e sempre.
domingo, 14 de outubro de 2012
Alguém de quem eu gosto muito disse que não precisa ter sentido. Queria eu ter metade da inspiração desse alguém pra escrever bonito como ele.
Um outro alguém me pergunta "pra que serve isso?" E aí eu penso que não sei pra que serve, mas eu sei que faz bem passar por aqui e falar com as paredes o que eu penso, o que eu quero, o que eu sinto.
E por que nesse nosso mundo tudo tem que ter um sentido, uma finalidade?? Aquele ditado que diz que pra quem não sabe pra onde vai qualquer caminho serve toma uma conotação toda especial nesse momento. Quem sabe o que pode ser encontrado na caminhada?? Se não der certo a gente volta e começa tudo de novo. "Ah, mas a vida é curta", dirão alguns; mas se a vida é curta, melhor seguir um caminho qualquer do que ficar parado tentando entender o sentido da vida.
Viver é se jogar sem oportunidade de dar uma espiadinha pra saber o que nos espera. Se não for bom, é só escolher outra direção e seguir em frente.
Não sei no que vai dar, só sei que tenho colecionado ótimos momentos e lembranças. Tá valendo a pena. Sempre vale.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
(Des)Esperança
Sabe qual o problema?
Eu sei.
O problema é que de todas as coisas nessa vida que nos fazem ter esperança, o amor é a primeira da lista. Pode sair por aí perguntando que você vai ver. Todo apaixonado tem esperança. Mesmo depois de ter sido traído, trocado, levado o fora do século; sempre há esperança.
Esperança de que ele olhe mais demoradamente, que perceba o seu olhar, que note que a indireta foi pra ele. Esperança de que um dia ele, sem querer querendo, disque seu número, te mande um 'oi', te dê a mão, que perceba-se finalmente apaixonado por você, que te dê uma chance, um abraço, um beijo, um dia, uma semana, uma vida.
Eu tenho esperança. Por mais que eu lute contra ela, inevitavelmente ela volta pra me atormentar. Ela não desiste.
Nem eu.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Tem lugares...
Hoje foi um dia fantástico.
Almocei com o Will. Depois fui ao Sesc trocar livros. E gente, como amo aquele lugar.
É engraçado como alguns lugares ficam marcados na nossa vida e como estar lá nos faz bem ou não; tudo depende do que nos aconteceu.
Eu, por exemplo, não me sinto bem passando perto de onde estudei no Ensino Médio; apesar de ter (muito poucas) boas memórias de lá, eu me sinto mal... as memórias ruins superam muitas vezes mais. Aliás, sempre tive problemas com isso; normalmente ouço pessoas falando que queriam voltar à adolescência e tals... de verdade, não voltaria jamais, mas isso é um assunto pra outro post.
Voltando ao Sesc, sempre que vou lá, apesar de ser longe, me sinto como se eu fosse íntima do lugar. Uma sensação ótima. Tenho boas recordações de lá.
E no fim, é isso que vale né?! Um lugar, um cheiro, um sabor... As pequenas coisas que preenchem nossa vida e nos ajudam a seguir adiante.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Eu quero te falar tanta coisa.
Mas hoje, especialmente, quero te falar que desse jeito não dá mais.
Porque sabe, minha vida tava bem boa antes de você chegar. Quer dizer, boa é modo de dizer, mas pelo menos eu não tinha você aqui 24 horas por dia; porque sabe, isso dá muito trabalho.
Dizem alguns que estar apaixonado é bom. Eu realmente não sei disso não... O que eu sei é que desde que você apareceu na minha vida, além de ter que me virar pra dar conta de um dia chato, uma semana estressante, eu tenho que dar conta de preencher todos os vazios que você deixou, mesmo nunca tendo estado aqui. É loucura, eu sei. Mas quem disse que eu era normal?
Não tem aquela música da fila do pão e tal?! Pois é. Comigo acontece o oposto. Ninguém sabe que eu te encontrei, nem você sabe. Mas em todo lugar que eu vou eu penso que seria bem melhor com você; seria mais divertido, seria mais interessante. Talvez até na fila do pão...
Pensa só que situação que eu fiquei. Você tá aí vivendo sua vidinha tranquila, pacata... E eu tô aqui pensando que poderia ser, deveria ser, até... Mas você não sabe, não imagina.
Não é culpa sua, relaxa... É que estar apaixonado dói; às vezes muito, às vezes pouco... E acontece que um dia eu vou acordar e vai doer menos, cada vez menos... Até você ocupar um minuto, alguns segundos do meu dia...
Mas até lá tudo o que eu posso dizer é boa noite. Nos encontramos amanhã.
sábado, 29 de setembro de 2012
É a vida... é bonita?!
Eu amo séries. De uma forma que não consigo explicar. Assisto praticamente de tudo, e se pudesse assistiria mais.
Essa semana foi season premiere de duas que eu sou apaixonada: Grey's Anatomy e Private Practice. Ainda não assisti, mas já sei o que aconteceu... não ligo muito pra spoilers. Enfim, o que eu sei é que tem um povo no twitter de mimimi com a Shonda (minha amiga... ha) por causa do que aconteceu e etc... E eu acho desnecessário.
Uma das coisas que me fazem gostar tanto de Grey's, por exemplo, é justamente essa relação com a vida real. A ideia de que a vida é linda o tempo todo não existe. Porque convenhamos, a vida não é assim.
Uma das coisas que me incomoda muito em novelas é o fato de que os papeis são definidos; tem o vilão/ã o mocinho e a mocinha que são destinados um pro outro; começa tudo bem, acontece algo ruim no meio e daí no final acaba tudo bem e os vilões são punidos, morrem ou qualquer outra coisa. Se você gosta de novelas, não fique ofendido, por favor, também assisto.
Pra exemplificar o que eu digo, vou citar um episódio de Private Practice que foi, pra mim, o melhor. Uma personagem foi estuprada dentro do hospital onde trabalhava, dentro da sua sala, por um cara problemático e perturbado. Semanas depois, esse mesmo cara sofre um acidente e vai parar no hospital, dessa vez como paciente. Ela reconhece ele. Os amigos dela sabem que foi ele. Ele precisa fazer uma cirurgia, e de repente, ela se vê com a vida daquela pessoa que fez muito mal pra ela em suas mãos. Era só ela falar que aconteceria um "acidente" na sala de cirurgia e ele não voltaria mais. O que você faria?
No final desse episódio ela tem uma conversa que me marcou demais. Ela diz que quando era criança, aprendeu que existem pessoas boas e más; branco e preto. Mas quando crescemos, essa linha é difícil de definir... existe o cinza também. Até onde pessoas boas são só boas, e até onde os maus são identificados como maus?!
Todos nós erramos, todos nós acertamos. E coisas boas e ruins acontecem o tempo todo, com pessoas que não conhecemos e com pessoas que conhecemos e amamos. Todos temos um pouco de mocinho e de vilão nessa história louca que escrevemos, nós mesmos, durante a nossa caminhada.
Não vou contar o fim da história (ha), mas posso dizer que isso me fez e faz pensar até hoje.
É a vida, e nem sempre ela é tão bonita.
domingo, 23 de setembro de 2012
Angústia. Uma palavra bonita que descreve uma sensação horrível. Hoje estou assim, angustiada.
Uma das coisas que me chamou muito a atenção no último livro que li, o do post abaixo, é a ânsia do Floriano por descobrir quem ele é realmente, e uma das coisas que um amigo dele fala é que os romances dele são rasos porque ele tem medo de mexer em seus mais profundos sentimentos e emoções e por isso ele não consegue convencer como escritor.
To meio que me sentindo assim; tudo o que eu escrevi até agora foi raso e um pouco superficial, e que se eu quiser mesmo escrever, é necessário algo mais.
Fui lá no Sesc devolver o livro e etc. e me senti muito sozinha, de um jeito que eu nem sei descrever. Quem me conhece sabe que eu não sou muito do fervo, mas hoje o caminho parece que se triplicou e meu Deus, como eu queria uma companhia.
Desde os meus onze, doze anos estou acostumada a andar sozinha. Sempre fui muito independente, comecei a trabalhar cedo e sempre fiz tudo sozinha. Não que eu ache isso ruim, e muitas vezes é necessário mesmo ter momentos solitários.
Mas já há algum tempo tenho sentido isso. Eu preciso de alguém. É, parece idiota e talvez seja mesmo. Quero alguém pra conversar, pra fazer as coisas mais simples e as mais difíceis, alguém pra compartilhar.
Sim, eu tenho amigos. E sim, eu tenho um em especial que foi o grande presente da minha vida, e que eu amo demais e agradeço muito por tê-lo. E sim, continuo precisando desse alguém que seja mais que um amigo; acho que no fundo todos precisamos, mas às vezes, dependendo do momento que estamos na vida esse sentimento cresce ou diminui, ou então nos enganamos dizendo que "não, eu tô bem assim". Enfim, cada um sabe de si não?!
E ainda é pior quando precisamos de um alguém específico; O alguém que tem nome, sobrenome, RG e CPF. Sim, essa pessoa existe, e não, ela nem desconfia que possa ser o meu alguém.
Espero que ele um dia saiba; espero que um dia ocupe esse lugar.
Espero que você seja o meu alguém.
Eu tô aqui, esperando.
sábado, 22 de setembro de 2012
Despedida
Hoje, depois de cinco meses (mas já?!?!) terminei de ler o que eu considero uma das trilogias mais lindas que já tive a oportunidade de ler: O Tempo e o Vento.
Há uns dois anos queria ter lido já, a Thaís vivia me falando que eu devia ler e tals, e nesse ano apareceu a oportunidade; na biblioteca do Sesc um dia, o Will disse que eu ia amar e aceitei o desafio de ler. Desafio, porque são três partes, divididas em sete livros.
Ler pra mim é mais que um hobby, um passatempo. É o que me encanta, me faz conhecer outros mundos, outras vidas, outros lugares. E confesso que me sinto um pouco cúmplice, amiga dos personagens. E hoje estou me sentindo assim, meio abandonada. Acabar de ler esse livro, sabendo que não tem próximo, me faz sentir como se um, ou vários amigos foram embora e que talvez eu não os veja mais, embora conserve a sua lembrança.
Sou apaixonada por Erico Verissimo e tenho certeza de que ele foi um dos grandes escritores brasileiros. Já havia lido Incidente em Antares que me arrancou gargalhadas, e Olhai os Lírios do Campo que é com certeza o melhor livro que já li; doce e triste, muito triste.
Enfim, hoje me despeço dos meus amigos; Ana Terra, Bibiana, Cap. Rodrigo, Licurgo, Dr. Rodrigo, Toríbio, Floriano, e tantos outros Terras, Cambarás, Quadros, etc.
Sentirei saudades.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Não sou muito otimista. Não acredito em pensamento positivo.
O lado bom de estar sem trabalho fixo é poder conhecer coisas e pessoas diferentes. Numa dessas fui parar em um lugar onde não tinha ideia de como fazer o trabalho, e não tinha muito tempo pra aprender. Quando menos percebi me peguei fazendo aquilo com uma naturalidade que nem eu acreditava.
O que eu quero demonstrar com isso é que muitas vezes nós nos subestimamos pensando "ah não, aquilo eu não consigo" ou "nem vou aceitar o trabalho pq não vou conseguir", e o que eu acho sobre isso é que claro, todos temos algo que somos bons, fazemos melhor e tals... Mas que os desafios fazem parte da vida e que nos ajudam no nosso desenvolvimento, tanto pessoal quanto profissional, e que devemos ao mínimo tentar e nos esforçar pra dar certo. Se não rolar, paciência.
E o que isso tem a ver com o otimismo e o pensamento positivo? Boa pergunta.
Isso do pensamento positivo foi só pra dizer que se eu, pessimista, penso assim, você caro leitor que imagino ser um ser super pra cima e positivo, consegue também.
PS: Bem, acredito demais no seu potencial e que vc ainda vai fazer coisas incríveis. Escrevi aqui só pra deixar publicamente registrado. =)
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Mudanças
Hoje fez calor. Na verdade tem feito calor há algum tempo. Mas esse é um fato aleatório.
Estou em um momento da minha vida em que tenho tentado coisas diferentes. Risos. Tentado é a palavra ideal, já que mudar hábitos e atitudes em geral não é nada fácil.
Uma frase vem me perseguindo há algumas semanas: Se você continuar fazendo as mesmas coisas, terá sempre os mesmos resultados. É mais ou menos isso, minha memória de uma senhora de 95 anos não me ajuda nessas horas, mas enfim, o negócio é que é uma frase tão óbvia que chega a ser ridícula, mas eu sempre vejo ela em algum lugar e pensando nela.
Tirando todos os meus outros péssimos hábitos, alimentares inclusive, eu sempre fui uma pessoa meio impulsiva em relação a relacionamentos. Eu me apego fácil, me apaixono fácil, e acabo metendo os pés pelas mãos e no final as coisas não dão certo.
Digamos que achei interessante começar a mudar isso na minha vida. Mudando de canal nessa madrugada horrorosamente quente, tá passando Friends; o episódio em que o Joey se declara pra Rachel, muito fofo, e o próximo, em que as coisas ficam estranhas entre eles porque já não conseguem ser como antes. Story of my life né?! Ainda bem que eu estou mudando isso na minha vida e na próxima vez será diferente.
PS: esse é o mesmo episódio em que a Phoebe muda de lavanderia e encontra com o Alec Baldwin. Sinal. Vou começar a frequentar outros lugares.
sábado, 8 de setembro de 2012
Best thing I never had
Daí uma série de fatores se encaixou, desde stalkear aquele ex-amor/paquera/peguete ou whatever, até se surpreender com aquele outro que a gente não dava nada sabe?! E gente, como é bom (desculpem-me os politicamente corretos e etc.) olhar pra trás e falar "You turned out to be the best thing I never had".
Ontem vi a melhor frase sobre esse assunto: "ainda bem que o primeiro amor sempre passa." Ainda bem meeesmo, viu?!
Dor
Nessa última semana, segunda-feira, fui acordada por uma notícia que não me deixou muito feliz; na verdade, fiquei muito irritada. E a primeira coisa foi pensar "mas que droga, se a semana já começou assim, imagina o que me espera no resto dela, no resto do mês, do ano (sim, drama!)?"
Como habitual fui chorar as mágoas e recebi o recorrente conselho de "transforme isso em algo produtivo; vai estudar". Segui o conselho, porque né? Melhor ficar irritada fazendo alguma coisa do que ficar remoendo.
Algum tempo depois liguei a TV e a primeira coisa que vi foi que havia ocorrido um incêndio em uma favela e que mais de 1.000 pessoas ficaram desabrigadas. Diante disso, o que falar? O que fazer?
Gente, é incrível como sempre que to mal, deprimida ou estressada com meus problemas, eu vejo algo que me deixa envergonhada de ficar reclamando, sabe?! É impressionante como às vezes somos egoístas e, na maioria das vezes, indiferentes às coisas que acontecem ao nosso redor.
Quando eu era criança, machuquei o pé em uma ocasião e sentia muita, muita dor. Foi num final de ano e, na virada eu estava com dor; naquele dia tocou uma música que se tornou um marco. Ela tem uma frase que diz "ame ao seu próximo como se fosse você, como se a dor que ele sente, fosse a que sente você". Eu estava com dor, e naquele momento eu senti, mesmo que não entendesse, o que é ter compaixão, sentir a dor do outro. Não adianta escrever palavras bonitas, não adianta fazer grandes ações, não adianta nada se a gente não sentir a dor do outro como se fosse a nossa.
Na tarde de segunda-feira eu senti vergonha; me senti mal por estar emburrada por um motivo tão pequeno diante da imensidão da dor daquelas pessoas que perderam sua casa, suas roupas, sua dignidade, por assim dizer.
Todos temos problemas, preocupações, e sim, são coisas que nos deixam tristes; mas o meu pedido é que nós nunca deixemos de ter compaixão; nunca olhemos com indiferença pra o que acontece ao nosso redor. E que toda vez que formos reclamar, transformemos isso em algo produtivo; exercício esse que estou tentando fazer. Penso nisso não como uma motivação pra que eu me sinta melhor, mas que eu consiga fazer algo melhor com aquilo que tenho, com aquilo que eu sou.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Felicidade
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Update
Olá, olá.
Faz tempo que eu não escrevo, mas agora às 3 da manhã deu aquela vontade. Enfim, essa é a hora em que eu deito e as mais loucas coisas passam pela minha cabeça, ou seja, melhor momento.
Assisti dois filmes hoje, na verdade três, mas um foi Batman Begins e prefiro deixar pra alguém entendedor comentá-lo; vamos aos outros: O Palhaço, filme escrito, dirigido e estrelado pelo fofo Selton Mello; triste, mas ótimo, vale super a pena. Conta a história de um palhaço em crise de identidade, sem saber se consegue, ou quer, continuar fazendo o que sempre fez; nem preciso dizer que amei. O segundo, Tão longe e tão perto é sobre um garoto que tem uma conexão extrema com o pai, morto no 11 de setembro, e começa numa busca incrível por significado.
Tenho uma conexão muito grande com a arte, seja música, cinema ou televisão, e sempre consigo me conectar de alguma forma com o que vejo e ouço; é meio loucura, mas acho fantástico.
De resto a vida continua a mesma, com muitos desafios pela frente; agosto e setembro não são meses fáceis pra mim, ambos tem dias que me lembram coisas que gostaria de ter esquecido, ou superado de alguma forma, mas é o que tem.
Bom, acho que vou dormir então; mas volto, prometo; pra mim mesma no caso, e pras duas pessoas que lerem isso. Haha...
;-)
terça-feira, 31 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Dia de quê?!
Hoje é comemorado o "dia do amigo". E ao contrário do que se possa imaginar, não vou postar uma foto de cachorrinhos se abraçando (?) com uma frase do Caio Fernando Abreu; aliás segue um apelo: deixem CFA em paz, galera.
Enfim, to aqui pra dizer que não acredito em datas comemorativas assim; melosas, em que se espera que você abrace as pessoas e chore porque aquele é o "dia dela".
Eu acredito em amigos, apesar de estar um pouco difícil ultimamente, que são amigos o ano inteiro. Aquelas poucas pessoas com quem você pode conversar sobre tudo, mas tudo mesmo, das piores burradas aos mais brilhantes sucessos; que vai comemorar quando você, depois de dias deprimida, levanta da cama e vai fazer o almoço; o amigo que assiste musicais com você, que faz com que tudo seja mais divertido; que faz uma noite de sexta-feira ser mais legal, mesmo que vocês fiquem só comendo e fazendo as unhas. Eu acredito em amigo que, mesmo sem te ver há meses, te leva no cinema e paga pra você porque você ainda tá sem dinheiro, mas que faz isso porque gosta da sua companhia; amigos que brigam com você quando você precisa acordar cedo e resolver a vida e quando você reclama das coisas sem motivo; amigos que te amam, em sua forma peculiar e única e demonstram isso não te mandando um cartão bonitinho, mas falando "toma cuidado, não sai muito tarde que é perigoso", "fiquei feliz que você veio", "obrigada por andar o shopping inteiro comigo atrás de algo que que eu nem comprei, afinal".
É nisso que eu acredito, são esses que eu defendo até sempre e pra quem eu agradeço, mesmo que sem palavras, por serem meus amigos!
terça-feira, 17 de julho de 2012
O que me motiva
É, eu sei, uma maneira não muito boa de começar um texto, ainda mais a primeira postagem. Mas garanto que até o final da leitura, você vai perceber que não é tão mal assim.
Quando você fica sem trabalho, há sempre um prazo de tolerância, que pode variar, mas que não passa de uns seis meses. Esse é aquele momento em que as pessoas olham pra você com um ar condescendente de "entendemos, faz pouco tempo", ou "logo, logo você encontra outra coisa". Depois desse tempo, consciente ou incoscientemente, todos ficam na expectativa de que da próxima vez que te virem você vai dizer as palavrinhas mágicas: estou trabalhando.
Pois é, pra mim ainda não chegou.
E isso virou uma quase frustração geral, onde pais, familiares, amigos, amigos dos amigos, o porteiro do prédio, e até o motorista do ônibus ficam sempre na expectativa do grande momento.
Hoje, numa tarde fria e chuvosa, depois de todo esse tempo, descobri que essa frustração causou em mim a falta de capacidade de aproveitar meus momentos, minhas pequenas alegrias.
Quero deixar claro que sim, quero trabalhar, conquistar minha independência financeira e etc.. E sei que esse momento vai chegar.
Mas enquanto isso não acontece, vou aproveitar, sem culpa, esses momentos felizes tomando chá e assistindo Sex and the City, enquanto chove aos cântaros lá fora. Afinal, como me disse o Will, tudo isso é sim, muito bom!!!