terça-feira, 20 de novembro de 2012

Qual a medida da felicidade? Quanto é necessário pra nos fazer sentir e poder dizer: estou feliz?

Tenho uma teoria, na verdade não é minha, que a felicidade não é algo que dure por muito tempo. Como diz a música "tristeza não tem fim, felicidade sim".

Pode parecer pessimista da minha parte, mas eu penso que existem momentos de felicidade,   aquele momento que a gente quer que dure pra sempre... Um beijo, um abraço, uma conversa, uma saída com amigos, uma noite... São pequenos momentos, coisas simples que nos deixam em estado de graça, contentes com a vida. Mas aí o dia amanhece, acaba o romance, e surge a realidade. E acho que o grande teste é esse: o que fica depois.

A vida real pode ser sufocante, e invariavelmente triste. Sim, porque se a felicidade depende de que aconteça algo, a tristeza tem um poder avassalador... E a gente abre o jornal, liga a TV, sai do nosso casulo... às vezes nem é preciso fatores externos; há momentos em que a sensação é de que a água passou do queixo e está subindo descontroladamente... parece que não vamos conseguir mais respirar e precisamos de algo que nos puxe pra cima.

E  nesse momento é que nós podemos usar todas as lembranças dos momentos e coisas boas que nos fizeram e fazem feliz, uma música, uma conversa... Na hora que estamos sufocados com a vida, podemos buscar dentro de nós o que nos ajuda a prosseguir. A alegria de ter alguém pra amar, ter amigos incríveis, saber que apesar de tudo o que nos cerca e que é ruim, ainda tem coisas boas no mundo, ainda há algo pelo que continuar.

Sem essas motivações a vida perde o sentido. E por isso entendo o que a música diz. Temos que aproveitar cada momento feliz sabendo que é o que vai ficar marcado em nós. Como se fosse uma caixinha onde guardamos coisas que nos marcaram e saber que muito mais daquilo ainda nos aguarda. É o que me faz seguir adiante.

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