terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eu não preciso de mais nada.
Se você vier, nada do que acontecer vai superar esse encontro; se você não vier, tudo o mais não importa, torna-se inútil e obsoleto.
Por quê, meu Deus, às quatro da manhã eu estou aqui pensando nele? Tá certo que não tá fácil dormir com o calor excruciante, e essa quase chuva que seria o alívio não vem... dá sinais de que está por perto. Mas perto não é suficiente.
É a chuva que não vem, é ele que não liga...
Será que vocês não sabem que essa angústia da espera é tão terrível quanto a falta que fazem? A terra espera pela água, eu espero por você.
Nos breves momentos de encontro, a alegria é tão grande que chega a doer; como a música diz "assim como veio acabou"... e o que vem depois é só dor, ansiedade e vontade de estender esses pequenos momentos pra sempre, ficar revivendo-os todos os dias até o grande dia, o grande momento do encontro... das duas frases mais triviais possíveis trocadas... do abraço sem jeito....
Enquanto escrevo, lá fora a chuva chegou.

Cadê você?

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