Eu amo séries. De uma forma que não consigo explicar. Assisto praticamente de tudo, e se pudesse assistiria mais.
Essa semana foi season premiere de duas que eu sou apaixonada: Grey's Anatomy e Private Practice. Ainda não assisti, mas já sei o que aconteceu... não ligo muito pra spoilers. Enfim, o que eu sei é que tem um povo no twitter de mimimi com a Shonda (minha amiga... ha) por causa do que aconteceu e etc... E eu acho desnecessário.
Uma das coisas que me fazem gostar tanto de Grey's, por exemplo, é justamente essa relação com a vida real. A ideia de que a vida é linda o tempo todo não existe. Porque convenhamos, a vida não é assim.
Uma das coisas que me incomoda muito em novelas é o fato de que os papeis são definidos; tem o vilão/ã o mocinho e a mocinha que são destinados um pro outro; começa tudo bem, acontece algo ruim no meio e daí no final acaba tudo bem e os vilões são punidos, morrem ou qualquer outra coisa. Se você gosta de novelas, não fique ofendido, por favor, também assisto.
Pra exemplificar o que eu digo, vou citar um episódio de Private Practice que foi, pra mim, o melhor. Uma personagem foi estuprada dentro do hospital onde trabalhava, dentro da sua sala, por um cara problemático e perturbado. Semanas depois, esse mesmo cara sofre um acidente e vai parar no hospital, dessa vez como paciente. Ela reconhece ele. Os amigos dela sabem que foi ele. Ele precisa fazer uma cirurgia, e de repente, ela se vê com a vida daquela pessoa que fez muito mal pra ela em suas mãos. Era só ela falar que aconteceria um "acidente" na sala de cirurgia e ele não voltaria mais. O que você faria?
No final desse episódio ela tem uma conversa que me marcou demais. Ela diz que quando era criança, aprendeu que existem pessoas boas e más; branco e preto. Mas quando crescemos, essa linha é difícil de definir... existe o cinza também. Até onde pessoas boas são só boas, e até onde os maus são identificados como maus?!
Todos nós erramos, todos nós acertamos. E coisas boas e ruins acontecem o tempo todo, com pessoas que não conhecemos e com pessoas que conhecemos e amamos. Todos temos um pouco de mocinho e de vilão nessa história louca que escrevemos, nós mesmos, durante a nossa caminhada.
Não vou contar o fim da história (ha), mas posso dizer que isso me fez e faz pensar até hoje.
É a vida, e nem sempre ela é tão bonita.
sábado, 29 de setembro de 2012
É a vida... é bonita?!
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