Taquicardia, suor, lágrimas.
Amor?
Não. Uma barata.
Será possível?! Em cinco minutos que eu saí do quarto ela se materializou aqui.
Eu não tenho medo, tenho pânico. Trauma de infância; um entre muitos, diga-se de passagem. Eu choro, tremo, hiperventilo. To morrendo.
-- Mãe, acorda!! Tem uma barata no meu quarto. A mãe levanta, vem até aqui e a barata, cadê? Entrou embaixo do guarda-roupas. OMG.
-- Dorme, minha filha. A barata vai ficar no canto dela... Ela não vai voar em cima de você.
A barata eu não sei. Só sei que eu tenho algumas horas antes dormir, provavelmente vencida pelo cansaço.
Boa noite, y'all.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
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