quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Taquicardia, suor, lágrimas.
Amor?
Não. Uma barata.
Será possível?! Em cinco minutos que eu saí do quarto ela se materializou aqui.
Eu não tenho medo, tenho pânico. Trauma de infância; um entre muitos, diga-se de passagem. Eu choro, tremo, hiperventilo. To morrendo.
-- Mãe, acorda!! Tem uma barata no meu quarto. A mãe levanta, vem até aqui e a barata, cadê? Entrou embaixo do guarda-roupas. OMG.
-- Dorme, minha filha. A barata vai ficar no canto dela... Ela não vai voar em cima de você.
A barata eu não sei. Só sei que eu tenho algumas horas antes dormir, provavelmente vencida pelo cansaço.
Boa noite, y'all.

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